O que é Coaching?

Como você se vê em 5 anos? O que quer ser, fazer ou ter dentro desse período? Provavelmente, não vai ser algo fácil de se conquistar, mas vai ser muito bom sentir que chegou onde gostaria.

Agora, imagine que ao invés de 5 anos você gaste somente 1 para ter o mesmo ou até melhores resultados. Imaginou? Muito bom para ser verdade, não é mesmo?

A boa notícia é que é isso não está longe de você! É, justamente, o que um processo de Coaching faz. Eleva sua performance para que chegue mais rápido onde quer que seja.

Na verdade, o Coaching é mais! Ele não ajuda somente a acelerar o processo. Ele ajuda também aquelas pessoas que tem algum desejo, mas que nunca nem tentaram realizá-lo ou tentaram por vários anos e sem sucesso.

O que é Coaching?

Coaching é uma palavra em inglês que define um processo com início, meio e fim, e faz o uso de ferramentas embasadas em diversas ciências (portanto, validadas) para auxiliar uma pessoa, grupo ou empresa a elevar sua performance e transpor barreiras para alcançar seu objetivo (sonho ou a solução de um problema) em um tempo muito menor do que conseguiria sozinho.

Em resumo, o que o Coaching faz é ajudar pessoas a realizarem coisas.

Dentro do Coaching temos dois papéis que são os do coach e do coachee. O coachee é a pessoa que tem o objetivo, desejo ou sonho, e que pode, portanto, em um processo de Coaching, chegar mais rápido aonde deseja. O coach é quem vai ajudar o coachee dentro desse processo. A missão do coach, durante esse tempo, passa ser ajudar o coachee a cumprir a dele.

O coach não precisa falar o que o coachee deve fazer, aliás, nem deve. A meta é ajudar o coachee a encontrar as respostas dentro dele próprio. Isso, muito através da reflexão para o autoconhecimento.

A ideia é que: no veneno está o antídoto. A princípio pode parecer uma fuga do coach, mas acontece que mostrar ao coachee que ele é responsável por tudo que ele conquista contribui muito para motivação que ele tem para prosseguir mesmo diante das dificuldades.

A primeira tarefa do coach é identificar o ponto “A” do coachee, ou seja, onde ele está hoje, e também o ponto “B” que seria onde ele quer chegar, em outras palavras, o objetivo dele. Traçados esses dois pontos, temos um grande passo para começar um planejamento.

Não tem restrição quanto ao objetivo que o coachee tem. O importante é que o coach trabalhe esse objetivo com o coachee para transformá-lo em uma meta. São trabalhados aspectos para que se chegue em uma meta específica, mensurável, alcançável, relevante e que tenha um prazo bem definido.

Deixar o objetivo palpável, ou seja, torná-lo uma meta, é muito importante no processo. Quando podemos ver o lugar em que vamos chegar, podemos direcionar muito melhor nossos esforços para a direção certa.

Logo após ter uma meta desenhada, é preciso levantar quais os recursos o coachee já dispõe que vão ajudar nessa jornada, e também quais recursos ele vai precisar, mas que ainda não tem.

Um recurso pode ser tanto algo físico como, por exemplo, dinheiro, quanto também algo abstrato como, por exemplo, autoconfiança. Lembrando que nem sempre o dinheiro vai ser a chave para o coachee conseguir transpor as barreiras. Uma pessoa que, por exemplo, deseja ser mais produtiva no trabalho precisa muito mais de habilidades mentais ou de comportamento (autoconhecimento, autoconfiança, resiliência) do que habilidades físicas (dinheiro, carro, casa).

Sabendo, em detalhes, qual é a meta, quais recursos estão disponíveis e quais são necessários adquirir com o tempo, é possível criar um bom planejamento. A criação do plano, dentro do processo de Coaching, é feita pelo coachee com a ajuda do coach. O papel do coach, nesse momento, é validar a rota traçada.

O coach deve trabalhar o plano constantemente com o coachee, pois, muitas vezes ele terá que ser ajustado. Claro que ele não pode ser, simplesmente, alterado. Essas alterações são feitas a partir daquilo que vai se descobrindo e aprendendo dentro do processo. Isso se faz necessário, pois, mesmo tendo se planejado bem, é muito difícil que um plano resista ao campo de batalha.

Pelas dificuldades que são encontradas (até porque se fosse fácil, não seria necessário um coach) é importante que se tenha boas ferramentas e técnicas para aplicar com o coachee. São elas que farão com que seja possível elevar a performance do coachee para que ele consiga fazer o que precisa ser feito.

O papel dessas ferramentas não é ensinar a pessoa a como realizar determinada tarefa, mas a como trabalhar quem ela precisar ser e atitudes que ela precisa tomar para conseguir dar os passos necessários.

Nesse meio, temos muita ciência envolvida. São usadas técnicas vindas da psicologia, PNL, teoria do flow, neurociência e algumas outras áreas que atestam aquilo que é aplicado dentro de um processo de Coaching.

As ferramentas são todas embasadas em algo que já foi estudado, testado em laboratórios e confirmado por experiências de pessoas que fizeram aplicações das mesmas por muitos anos.

Diante desse cenário, onde temos alguém que consegue entender as dores do coachee, que o ajuda a ter clareza, a criar um bom planejamento e a trabalhar para que todas as barreiras sejam transpostas, o tempo investido para chegar na meta acaba ficando muito menor.

Talvez, sem a ajuda de um processo de Coaching, o coachee nem mesmo ousaria tentar, quanto mais conquistar o seu grande objetivo.

História do Coaching?

De origem inglesa, a palavra coach começou a ser usada a na vila de Kócs (Ungria) para designar carruagens de quatro rodas. Isso era por volta do ano de 1400.

Já no século XVIII (por volta de 1830), alunos nobres iam para as universidades de coach (carruagem) que era conduzida por um coacher (cocheiro). Por isso a palavra coach acabou por começar a ser usada dentro das universidades para designar o tutor particular que alguns alunos tinham para ajudá-los a se prepararem para os exames. Começou como uma gíria, que era uma analogia entre o coacher, que levava o aluno para onde ele desejava, e o tutor particular que o levava ao objetivo de se sair bem nos exames. Nesse momento, a palavra coach começou a se encaminhar para ter o sentido com o qual usamos ela hoje.

Já o termo Coaching, começa ser usado em 1831 pela primeira vez no âmbito dos esportes, e, a palavra coach, chegou ao ano de 1900 sendo frequentemente usada para denominar os técnicos desportistas.

A partir dessa inclusão no meio esportivo, o uso passou a ser cada vez maior começando a abranger outras áreas. Como em 1950 onde foi introduzida na literatura de negócios como uma habilidade de gerenciamento de pessoas. E, após isso, em um programa educacional na cidade de Nova York no ano de 1960, apareceu, pela primeira vez, a habilidade para o Life Coaching (ou Coaching de Vida).

Para muitos, o marco do Coaching como disciplina e profissão foi em 1974 quando Timothy Gallwey lança o livro “The inner game of tennis” com conceitos de Coaching aplicados ao tênis, mas que podem ser transportados para a vida e usados para o desenvolvimento pessoal. Foi um influenciador para que, mais a frente, em 1980, programas de liderança começassem a incluir o conceito de Coaching executivo e o mundo dos negócios passasse a dar importância ao tema. Então, a partir dos anos 80, o Coaching emerge como disciplina.

A partir desse momento (mais ou menos em 1985) o Coaching ganha muita força através de estudos e trabalhos sendo feitos e publicados, empresas dedicadas a essa disciplina são fundadas e também diversas instituições, associações e comunidades surgem. Por todo o mundo, o tema ganha cada vez mais força.

No Brasil temos um marco importante que foi a fundação do Instituto Brasileiro de Coaching (o IBC) em 2007, que tem difundido muito o Coaching e formado os melhores profissionais da área.

Hoje Coaching é uma das profissões que mais crescem em todo o mundo, inclusive, sendo atestada por grandes nomes como Jack Welch, Peter Drucker e Eric Schmidt para a alta performance de profissionais e empresas. E atletas consagrados como o, 10 vezes campeão do mundo de golfe, Tiger Woods também contam com auxílio de coaches.

Diferença entre Coaching e outros ramos de atuação

Por ser uma profissão nova, principalmente no Brasil, o coach ainda é bastante confundido com outras áreas de atuação como, por exemplo:

  • Consultoria;
  • Mentoria;
  • Psicoterapia;
  • Treinamento.

Consultoria trabalha com soluções específicas. Tem o intuito de atender necessidades e objetivos também específicos de seus clientes. É um modelo de negócios bem comum no meio corporativo.

A diferença notável entre Coaching e consultoria é que, enquanto o consultor precisa apresentar a solução detalhada para o seu cliente, o coach ajuda o coachee a chegar na solução por ele próprio.

Na mentoria a pessoa responsável precisa ser alguém com muito mais conhecimento que o contratante. Nela existem discussões amplas que podem até expandir para além do contexto de trabalho onde o tutor ajuda com tutoria e vários conselhos valiosos.

Diferente da mentoria, não existe a necessidade do coach ser da mesma área de atuação do coachee. Dentro do processo existe muito a questão de sugestão, mas não é responsabilidade do coach dar conselhos.

A psicoterapia é um modelo de terapia que tem como finalidade tratar distúrbios psíquicos como ansiedade, traumas e depressão. O objetivo é ajudar o paciente a curar-se de males, que afetam sua saúde mental, para mais qualidade de vida.

O foco do processo de Coaching é ajudar a pessoa a sair do seu estado atual, acelerar os resultados até que o objetivo seja alcançado. Para isso é importante estar em plenas condições psicológicas (daí a diferença com a psicoterapia).

Já o treinamento é um processo de adquirir habilidades ou conhecimento por meio de estudo, experiência ou ensino. O treinador, por definição, é um especialista no conteúdo que ele entrega.

Apesar do coachee, às vezes, ter de correr atrás de novas habilidades dentro de um processo, o Coaching trabalha mais com questões como autoconhecimento, foco, atitude e validação de resultados para correção da rota. Será necessário que o coachee já possua as habilidades que precisa ou que ele busque adquiri-las ou que conheça alguém que possa fazer por ele.

Como funciona um processo de Coaching?

Podemos ter dois tipos de processos de Coaching: formal e informal.

Um processo de Coaching formal é aquele em que a pessoa procura o coach em busca de ajuda para trabalhar algum objetivo que tenha. Pode ser pessoal ou profissional. Ele acontece, na grande maioria das vezes, por meio de sessões planejadas.

O processo informal seria quando uma pessoa usa o Coaching sem mencionar o fato. É muito comum líderes usarem o coach para ajudar suas equipes a aumentarem a performance ou para trabalharem com mais satisfação.

O Coaching formal é quando o indivíduo fica ciente que está participando de um processo.

Além dos tipos, podemos ter também modalidades diferentes: presencial e online.

É mais comum e mais óbvio pensar em um processo de Coaching presencial, mas muito se tem usado do online e com grandes resultados também. Desde que haja comprometimento das duas partes (do coach e coachee), o objetivo pode ser alcançado independente da modalidade escolhida.

Falando-se de um processo de Coaching formal, temos a divisão por sessões. Geralmente 10, mas não limitando-se a isso.

Uma sessão dura, em média, de 1 a 2 horas e acontece, na maioria das vezes, uma vez por semana. Esse período de uma semana entre uma sessão e outra é para que o coachee tenha tempo de dar o passo em direção ao objetivo traçado.

A cada sessão o coachee saí com uma tarefa que precisa ser realizada até o próximo encontro. Essa deve ser uma atividade minuciosamente planejada, que não seja fácil demais, pois, não se aproveitaria o potencial do coachee, e nem grande demais para não desmotivar pela dificuldade.

Depois que o coachee volta para um próximo encontro é hora de levantar o que aconteceu de negativo, de positivo, tirar o aprendizado e de olhar para o próximo passo.

Quando buscar por um processo de Coaching?

Como regra geral, busca-se um processo de Coaching sempre que sentir insegurança ou até incapacidade de chegar ao objetivo. Mais especificamente, um processo pode ajudar a pessoa a:

  • Aumentar a autopercepção e o autoconhecimento;
  • Clarificar e definir metas claras e atingíveis;
  • Identificar pontos fortes e fragilidades, assim como formas de lidar com elas;
  • Identificar e superar obstáculos;
  • Superar crenças limitantes;
  • Criar um plano para atingir o seu objetivo;
  • Manter o foco e a motivação;
  • Aumentar o equilíbrio e a harmonia interiores;
  • E outras coisas mais.

O que por vezes acontece na verdade com as pessoas que tentam, mas não atingem seus objetivos? As pessoas, as vezes, não realizam o que querem porque falta de 1 das 5 etapas para o cumprimento da meta. A pessoa, para alcançar o que ela quer, precisa ter foco, planejamento, ação, melhoria contínua e resultado.

Acontece que as pessoas vão fazendo as coisas e não tem o foco naquilo que elas querem. Às vezes a pessoa tem foco, mas não consegue planejar. Tem vezes que a pessoa tem foco, planeja tudo direitinho, mas não entra em ação. Por vezes a pessoa entra em ação, mas, no primeiro obstáculo, para.

O Coaching vai ajudar a pessoa em cada uma dessas etapas até ela conseguir o que deseja, ou seja, trabalha-se:

  • Foco;
  • Planejamento;
  • Ação;
  • Melhoria contínua; e
  • Resultado.

Conclusão (Coaching vale muito a pena!)

O Coaching é um processo que faz o uso de várias ciências para tornar um objetivo em algo mais rápido, fácil e possível de ser conquistado.

Apesar de uma profissão nova no Brasil, é algo que já está validado, não só por brasileiros, mas pelo resto do mundo, e que trás, realmente, excelente retorno. Sinal disso é que ele é cada vez mais requisitado dentro das empresas e por indivíduos que desejam maximizar resultados.

Todos temos sonhos e objetivos para alcançar, ou problemas para resolver. Podemos, de fato, conseguir sozinhos, mas, com um bom processo de Coaching, o resultado pode chegar bem mais cedo do que se imaginava.

Termino aqui. Um forte abraço e até uma próxima vez!

Alexandre Afonso